Plano de Ação Nacional de Conservação dos Manguezais

Resex Marinha de Soure (PA)

Aprovado hoje, 30 de janeiro de 2015, o Plano de Ação Nacional para Conservação das Espécies Ameaçadas e de Importância Socioeconômica do Ecossistema Manguezal - PAN Manguezal. O PAN Manguezal estabelece ações de conservação para 74 espécies, sendo 20 espécies ameaçadas em âmbito nacional, 09 espécies ameaçadas apenas em âmbito regional e 45 espécies de importância socioeconômica e não ameaçadas.

O PAN Manguezal será desenvolvido nas seguintes áreas estratégicas:
# Na Região Costa Norte: Cabo Orange-Sucuriju (Litoral do Amapá), Marajó (Ilha do Marajó, Estado do Pará) e Cinturão Pará- Maranhão (Litoral dos Estados do Pará e Maranhão).

# Na Região Nordeste e Espírito Santo: Foz do Rio Preguiças/MA a APA Delta do Parnaíba- MA/PI/CE; Foz do rio Coreaú a Tatajuba/CE; Foz do rio Acaraú/CE; Estuário do rio Jaguaribe/CE; Icapuí/CE; Grossos a Galinhos/RN; APA Barra do Mamanguape/PB; Resex Acau Goiana - PB/PE a Igarassu/PE; APA Costa dos Corais - PE/AL; Estuário do rio Vaza Barris/SE a Mangue Seco/BA; Resex Baía de Iguape/BA; Foz do rio Jaguaripe/BA; Itacaré/BA; Resex Canavieiras/BA; Resex Cassurubá a Resex Corumbau/BA; Mucuri/BA; Conceição da Barra a Barra Nova/ES.

# Na Região Sudeste e Sul: Foz do rio Paraíba do Sul, estado do Rio de Janeiro, Foz do rio São João, estado do Rio de Janeiro, Fundo da Baia de Guanabara, estado do Rio de Janeiro, Baia Sepetiba e Rebio e Arqueológica Guaratiba, estado do Rio de Janeiro, Baia da Ilha Grande (RJ), Complexo Santos-Bertioga-Praia Grande (SP), Mosaico Lagamar-Guaraqueçaba (SP e PR), Baia de Guaratuba (PR), Baia de Babitonga (SC), Baia Sul e Norte de Florianópolis (SC)e Complexo Lagunar de Imaruí-Santo Antônio (SC).

O PAN Manguezal estabelece ações de conservação para 74 espécies, sendo 20 espécies ameaçadas em âmbito nacional, 09 espécies ameaçadas apenas em âmbito regional e 45 espécies de importância socioeconômica e não ameaçadas.

As 20 espécies nacionalmente ameaçadas de extinção são: Guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul ululata), Guaiamum (Cardisoma guanhumi), Jaó-do-litoral ou Zabelê (Crypturellus noctivagus), Mero (Epinephelus itajara), Garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus), Tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), Cação-quati (Isogomphodon oxyrhynchus), Tubarão-limão (Negaprion brevirostris), Toninha ou Boto-cachimbo (Pontoporia blainvillei), Cação-espadarte (Pristis pectinata), Macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), Araguará (Pristis pristis), Boto-cinza (Sotalia guianensis), Cigarra-verdadeira ou patativa-chiadora (Sporophila falcirostris), Pichochó ou Chanchão (Sporophila frontalis), Trinta-réis-real ou Andorinha-real-do-mar (Thalasseus maximus), Socó-jararaca ou Socó-boi-escuro (Tigrisoma fasciatum), Apuim-de-costas-pretas ou Apuim-de-cauda-vermelha (Touit melanonotus), Peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) e Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus).

As 09 espécies que constam exclusivamente em listas regionais de espécies ameaçadas de extinção são: Papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis), Coruca ou Camarão-de-Pedra (Atya scabra), Siri (Callinectes larvatus), Ostra-do-mangue (Crassostrea rhizophorae), Guará (Eudocimus ruber), Pitu (Macrobrachium carcinus), Taquiri ou Tamatião (Nyctanassa violacea), Budião (Scarus guacamaia) e Caranguejo-uçá (Ucides cordatus).

As 45 espécies de importância socioeconômica e não ameaçadas são: Manjuba-cubana (Anchoa cubana), Manjuba-de-fita (Anchoa filifera), Manjuba-boca-de-rato (Anchoa lyolepis), Enchoveta (Anchoa tricolor), Don-don ou Manjuba-de-Iguape (Anchoviella lepidentostole), Berbigão (Anomalocardia brasiliana), Gurijuba (Aspistor luniscutis), Mangue-preto ou Siriba (Avicennia germinans), Mangue-preto ou Siriba (Avicennia schaueriana), Dourada (Brachyplatystoma rousseauxii), Siri-guaçu (Callinectes danae), Siri-azul (Callinectes sapidus), Xaréu (Caranx hippos), Camorim ou Robalopeba (Centropomus parallelus), Robalo (Centropomus undecimalis), Mangue-de-botão (Conocarpus erectus), Ostra (Crassostrea brasiliana), Pescada-amarela (Cynoscion acoupa), Pescada-olhuda ou Mariamole (Cynoscion guatucupa), Goete (Cynoscion jamaicensis), Pescada-branca (Cynoscion leiarchus), Pescada-bicuda (Cynoscion microlepidotus), Pescada-cambucu (Cynoscion virescens), Carapeba branca (Diapterus auratus), Carapeba (Diapterus rhombeus), Camarão-rosa (Farfantepenaeus brasiliensis), Camarão-rosa (Farfantepe-naeus paulensis), Camarão-rosa (Farfantepenaeus subtilis), Mangue-branco ou Tinteira (Laguncularia racemosa), Camarão-branco (Litopenaeus schmitti), Camarão-regional (Macrobrachium amazonicum), Corvina ou Coruca (Micropogonias furnieri), Tainha (Mugilcurema), Tainha (Mugil incilis), Tainha ou Tainhota (Mugil liza),Sutinga (Mytella charruana), Sururu-de-dedo ou Bico-de-ouro (Mytella guyanensis), Linguado (Paralichthys brasiliensis), Linguado (Paralichthys orbignyanus), Linguado (Paralichthys patagonicus), Mangue-vermelho (Rhizophora harrisonii), Mangue-vermelho (Rhizophora mangle), Mangue-vermelho (Rhizophora racemosa), Serra (Scomberomorus brasiliensis) e Camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri).

Veja em anexo a Portaria 9/2015.

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