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ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
09/10/2015
Chamado da Floresta espera reunir 3 mil extrativistas

A Reserva Extrativista do Tapajós-Arapiuns, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação, em Santarém, no Pará, vai sediar, nos dias 27 e 28 deste mês, o III Chamado da Floresta. O encontro, que deverá reunir mais de três mil extrativistas de todo o País, ocorrerá no povoado de São Pedro, que fica no interior da reserva.

O Chamado é realizado pela organização não governamental (ONG) Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS). Integram a ONG seringueiros, coletores de castanha, açaí, cupuaçu, coco, babaçu, projetos agroflorestais, extratores de óleos e plantas medicinais, soldados da borracha, pescadores artesanais e trabalhadores que vivem da exploração sustentável de outros produtos da floresta.

No dia 2 deste mês, em Belém do Pará, o CNS realizou reunião para acertar detalhes do evento. A expectativa dos organizadores é reunir 3 mil pessoas, superando, em número de participantes, o último encontro realizado em Melgaço, na Ilha do Marajó, em 2013.

No centro dos debates, a juventude extrativista estará representada por mais de 1.500 participantes. Eles vão discutir questões fundiárias, serviços ambientais, saneamento, habitação, saúde e uso coletivo sustentável, além do combate à violência. A proposta é apresentar aos governos estadual, municipal e federal uma pauta de reivindicações para avançar na melhoria das condições de vida em suas comunidades.

Novas lideranças

Para o presidente do CNS, Joaquim Belo. o tema traz à tona os esforços para dar continuidade à atividade e para formação de novas lideranças nas comunidades extrativistas. "Acreditamos que sem o protagonismo concreto dos jovens o futuro da Amazônia pode ficar comprometido", afirma. A entidade é reconhecida nacional e internacionalmente pelo trabalho em defesa da floresta e de seu povo.

Com pouco mais de 18 mil habitantes em uma área de 647 mil hectares, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapius, ocupa posição central no bioma amazônico. São pouco mais de 3 mil famílias que vivem da extração do babaçu, do açaí e da borracha, do artesanato e outros produtos da biodiversidade, além da pesca artesanal e da agricultura de subsistência. É uma unidade de conservação com Plano de Manejo aprovado e em execução.

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