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27/04/2018
Copel retira torres de transmissao do Parque Estadual do Guartela

Copel retira torres de transmissão do Parque Estadual do Guartelá

Agência de Notícias do Paraná

A Copel concluiu nesta quinta-feira (26) a retirada das torres metálicas da linha de transmissão que cortava, até 2017, o Parque Estadual do Guartelá e a Reserva Particular de Patrimônio Natural Itaytyba, na região central do Paraná.

A desmontagem e retirada das 17 torres presentes nas unidades foi feita manualmente, devido ao difícil acesso às estruturas.

A linha foi instalada no local há mais de 50 anos, antes da conversão daquelas áreas em unidades de conservação. Com a reconstrução da linha Figueira - Ponta Grossa Norte, em 2017, o traçado foi alterado atendendo a uma solicitação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Além de contribuir para a beleza cênica de um dos maiores cânions do mundo, o deslocamento da linha ajuda a proteger as unidades de conservação, ao evitar o impacto ambiental decorrente das atividades de manutenção e reparo das estruturas.

As unidades compõem um dos últimos remanescentes bem conservados de campos com vegetação nativa na porção central do Estado do Paraná. Também abrigam uma rica flora, com espécies raramente observadas ou sob ameaça de extinção, como imbuia, ipê-roxo, pinheiro-do-paraná, peroba e pau-marfim. Ali são ainda encontrados espécimes ameaçados da fauna brasileira, como o lobo-guará e a onça-parda.

NOVA LINHA - A reconstrução do circuito de transmissão entre as subestações Figueira e Ponta Grossa Norte deu origem a duas novas linhas conectando estas unidades à Klabin Celulose, em Ortigueira. Ao todo, foram investidos R$ 64 milhões nas obras, concluídas em julho do ano passado.

O empreendimento opera na tensão de 230 mil volts e reforça o sistema de transmissão de energia que atende a toda a região central do Estado, ampliando a capacidade de atendimento à demanda crescente por energia nos próximos anos.

DESCOBERTAS - No traçado original, a linha antiga aproximava-se também de sítios arqueológicos de arte rupestre, que são importantes referências do Patrimônio Arqueológico do Paraná.

Por conta da obra para retirada da linha de transmissão, a Copel financiou estudos em diversos sítios arqueológicos, onde foram encontrados artefatos líticos (de pedra) e cerâmicos (feitos a partir da argila). Durante os estudos também foram descobertos e documentados sete novos sítios de arte rupestre, caracterizados por pinturas artísticas em paredes rochosas.

Os trabalhos incluíram ainda o recadastramento e o tratamento de imagens de mais 28 sítios conhecidos no Parque Guartelá e em propriedades vizinhas.

A Copel promoveu ainda um Programa Integrado de Educação Patrimonial, incluindo levantamento de cultura imaterial (saberes e fazeres) nos municípios abrangidos pelo empreendimento e atividades com estudantes, como oficinas de cerâmica e arte rupestre e pesquisa para resgate da culinária tradicional.

Funcionários, guias e condutores de turismo que atuam no Parque Estadual do Guartelá e arredores também participaram de cursos de capacitação promovidos pela empresa.

Todo o material coletado e documentado nas pesquisas foi encaminhado ao Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história da Universidade Estadual de Maringá.

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