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Marajo online - http://marajoonline.com.br
29/09/2012
Extrativistas do Marajo sao capacitados em manejo florestal

As reservas extrativistas Terra Grande-Pracuúba, Mapuá, Arióca-Pruanã e Gurupá-Melgaço, todas na Ilha de Marajó, no Pará, estiveram representadas por seus gestores e onze comunitários no curso Tomadores de decisão em manejo florestal e impacto reduzido, que aconteceu no período de 17 a 22 deste mês, no Centro de Manejo Florestal Roberto Bauch, do Instituto Floresta Tropical - IFT, em Paragominas (PA).

O evento também contou com a participação dos parceiros da Medida de Desenvolvimento do Marajó parceria GIZ/CNS e do diretor comercial da Empresa Beraca, do ramo de cosméticos, que está iniciando um trabalho nas UCs Terra Grande-Pracuúba e Mapuá de compra de óleos para essências, num contrato firmado entre a empresa LOreal e a Caritas durante a realização da conferência Rio+20.

O objetivo do curso é sensibilizar os participantes sobre a situação atual e as perspectivas do setor florestal na Amazônia, abordando todas as etapas do manejo florestal sustentável, com atividades demonstrativas, discursivas e avaliativas, tentando trazer para a sua realidade as dificuldades e possibilidades de futuro e buscando visão crítica para tomada de decisão sobre o assunto.

Foram trabalhados diversos temas, entre palestras e muita troca de experiência, com a participação de diversos setores, comunitários, governo, sociedade civil e empresa privada, todos representados, proporcionando debate amplo e significativo aos presentes.

O próximo desafio é a realização de intercâmbio sobre manejo florestal comunitário na Resex Terra Grande-Pracuúba, trazendo agora para dentro da comunidade o debate, com foco no manejo de baixa intensidade, envolvendo as demais unidades do Marajó, pois foram diversas atividades realizadas fora do contexto de várzea. A ideia é iniciar o processo adaptado à realidade local, alcançando número maior de comunitários. É necessário seguir com a sensibilização e capacitação das comunidades, pois o problema comum a todas as UCs do NGI Breves é que os comunitários vivem exclusivamente da retirada ilegal de madeira, sem nenhum estudo ou ordenamento. Tem-se no manejo comunitário de uso múltiplo a saída para regularização das atividades, além de veicular mais informações sobre o tema, buscando maior envolvimento comunitário e debate sobre novas possibilidades de renda além da madeira.

As quatro unidades do Marajó uniram esforços e recursos para buscar soluções a um problema comum. Contamos com a parceria iniciada com o IFT para seguirmos com os estudos sobre a realidade de várzea e as ações de capacitação. Também estamos com diálogo aberto junto ao Serviço Florestal Brasileiro na construção de um processo amplo, mas bem feito, que considere a realidade do Marajó. Além de tudo isso, contamos com a parceria e o incentivo essencial da servidora Graciema Pinage, da Coordenação de Produção e Uso Sustentável - Coprod, que participou ativamente de todo processo e está junto com os analistas nessas atividades com foco no manejo de baixa intensidade, afirmaram as analistas Aline Simões, da Resex Terra Grande-Pracuúba, e Diana de Alencar, da Resex Mapuá.

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