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05/07/2018
Flota do Paru, em Monte Alegre, recebe Unidade de Manejo Florestal

Flota do Paru, em Monte Alegre, recebe Unidade de Manejo Florestal
05/07/2018 17h33

Por G1 Santarém

A unidade será para exploração dos recursos madeireiros da área de forma sustentável. Os trabalhos devem iniciar em 2019.

A Floresta Estadual (Flota) do Paru, localizada no município de Monte Alegre, no oeste do Pará, receberá uma Unidade de Manejo Florestal (UMF), para exploração dos recursos madeireiros da área de forma sustentável. O contrato de Concessão Florestal, com vigência de 30 anos, foi firmado nesta quarta-feira (4), pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) e pela empresa Blue Timber.

Serão criados postos de trabalho para a mão de obra local, que devem iniciar em 2019. Antes, a nova concessionária, que atuará na área, realizará atividades pré-operacionais, como obras de infraestrutura (que envolvem a criação de estradas e vias de acesso, construção de alojamentos e escritório), além do inventário florestal das espécies existentes na UMF e a produção do Plano de Manejo, que norteará o processo de trabalho da organização.

A empresa foi selecionada em edital de concorrência pública, lançado pelo Instituto no início de 2018. A unidade da Flota Paru tem uma área de aproximadamente 50 mil hectares e fica a 140 km de distância da sede municipal de Monte Alegre.

No espaço, a empresa poderá retirar madeira, resíduos florestais e produtos não madeireiros, como folhas, raízes, frutos e sementes, conforme planos operacionais anuais que serão submetidos pela concessionária e avaliados pelo Ideflor-bio e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Neste plano, devem constar as espécies a serem retiradas e as quantidades de árvores e medidas, como altura e diâmetro.

Para realizar o trabalho, vão ser feitas Unidades de Produção Anual (UPAs), que passam por, pelo menos, duas visitas técnicas ao ano: a da Safra e do Embargo, onde é analisado se o processo de retirada da madeira está em acordo com plano e avaliados os impactos causados à floresta.

Também são realizadas medidas de proteção como a criação de Parcelas Permanentes de Inventário Contínuo, para verificar as mudanças da população florestal, em um determinado espaço de tempo; além de pedaços da UMF em que se mede, continuamente, o crescimento e a regeneração da floresta; o estabelecimento de Áreas de Preservação Permanente (APPs), em que a retirada de madeira é proibida de forma permanente, e o incentivo a projetos de restauração florestal, principalmente em áreas que já foram trabalhadas.

Segundo a diretora de Gestão das Florestas Públicas de Produção (DGFlop), do Ideflor-bio, Cíntia Soares, o resultado da concessão é o desenvolvimento econômico e social. "A concessão permite que as unidades de conservação e florestas públicas do Estado se tornem produtivas, e isso reflete no desenvolvimento social para as comunidades do entorno e também para os municípios, por meio do repasse de recursos".

O novo concessionário, Ricardo Tamanho, ressalta que a Concessão Florestal trará estabilidade na produção, devido ser em uma área regularizada. Além disso, acarretará em maior confiança dos compradores internacionais. "Há a questão da legalidade dos recursos madeireiros que são comercializados, já que os compradores internacionais, como europeus e americanos, estão cada vez mais exigindo a certificação de legalidade da madeira que importam", informou.

O Estado do Pará mantém, atualmente, oito contratos de Concessão Florestal em vigor, na Floresta Estadual do Paru e no conjunto de glebas Mamuru-Arapiuns, no sudoeste.

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