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G1 - http://g1.globo.com/
07/05/2018
ICMBio monitora e desenvolve acoes para preservar 11 especies ameacadas de extincao em Goias

ICMBio monitora e desenvolve ações para preservar 11 espécies ameaçadas de extinção em Goiás
Entre elas estão anfíbios, primatas, répteis e peixes que vivem no rio Araguaia, Chapada dos Veadeiros, Floresta Nacional de Silvânia e Serra da Mesa. Autarquia é vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Por Raquel Morais, G1 GO
07/05/2018 08h43 Atualizado 07/05/2018 08h43

O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) identificou e passou a monitorar pelo menos 11 espécies ameaçadas de extinção em Goiás em 2018. As açõesdo órgão, vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, têm como objetivo garantir a preservação dos animais e dos habitats. Entre eles estão anfíbios, primatas, répteis e peixes (veja lista abaixo).

As espécies são divididas em três categorias, conforme a "gravidade" da situação: vulnerável (VU), em perigo (EP) e criticamente em perigo (CR). Como exemplos, há o peixe Baryancistrus niveatus (rio Araguaia), o sapo Allobates goianus (Chapada dos Veadeiros, Floresta Nacional de Silvânia e Serra da Mesa), o macaco-prego Sapajus cay (sudeste goiano) e a serpente Philodryas lívida (todo o estado).

Analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios do ICMBio, Lara Gomes Côrtes explica que as espécies estão ameaçadas por perda e fragmentação de seus habitats. Ela afirmou que todos os animais ainda podem ser encontrados na natureza.

Como funciona
O monitoramento das 11 espécies goianas integram o Plano de Açao Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal. Em todo o país, são 41 espécies.

O programa tem duração de cinco anos. Os custos do Plano de Ação Nacional, de acordo com o ICMBio, estão orçados em R$ 17,5 milhões.

"Uma das ações é fomentar a criação do comitê de bacia para a bacia Tocantins-Araguaia, melhorando a gestão da água nesta bacia que é importante para as espécies do PAN", detalha Lara.

"Outra ação é a elaboração dos Planos de manejo das unidades de conservação existentes na área do PAN, que auxiliam na implementação das áreas protegidas e, consequentemente, contribuem para manutenção dos habitats das espécies."

A pesquisadora explica que não será necessário colocar chips nos animais para "controlá-los".

Em Goiás, há colaboradores de diversos órgãos, como professores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Estadual de Goiás (UEG), do Instituto Federal Goiano (IFG) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-GO).

Também estão envolvidos servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e da ONG Instituto Boitatá.

Não há um número específico de profissionais no estado voltados à ação. Já a oficina de elaboração das ações do plano de ação contou com a participação de 42 profissionais, informou Lara.

Espécies ameaçadas de extinção em Goiás
- sapo Allobates goianus (EN)
- sapo Proceratophrys moratoi (EN)
- serpente Philodryas livida (VU)
- macaco-prego Sapajus cay (VU)
- peixe Ancistrus minutus (EN)
- peixe Baryancistrus niveatus (CR)
- peixe Brycon gouldingi (EN)
- peixe Creagrutus varii (VU)
- peixe Lamontichthys avacanoeiro (EN)
- peixe Mylesinus paucisquamatus (EN)
- peixe Rhynchodoras xingui (EN)

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