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G1 - http://g1.globo.com/
27/07/2018
Justica manda suspender atividades em fazenda no Parque Estadual Serra de Ricardo Franco (MT)

Justiça manda suspender atividades em fazenda no Parque Estadual Serra de Ricardo Franco (MT)
27/07/2018 20h15

Por G1 MT

Segundo o MPE, fazenda pertence a um sócio e ex-assessor do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Investigação comprovou desmatamento de de proteção ambiental.

A Justiça de Mato Grosso determinou a suspensão das atividades em áreas degradas da Fazenda Paredão 2, que fica dentro do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá. A fazenda é de propriedade de Marcos Antônio Assi Tozzatti, sócio e ex-assessor do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O G1 tentou e não consegiu contato com a assessoria do ministro da Casa Civil e com Marcos Antônio.

A decisão atende a um recurso de embargo de declaração interposto pelo Ministério Público do Estado (MPE).

Além da suspensão das atividades, a Justiça determinou o prazo de 10 dias para que um trator usado na prática dos crimes ambientais seja entregue na delegacia.

O MPE diz que Padilha é sócio-proprietário dessa fazenda. Em dezembro de 2016 a Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de R$ 108 milhões do ministro e de mais cinco sócios deles por degradação ambiental.

Os proprietários terão 60 dias para comprovar o isolamento da área, inclusive com a retirada das cerca de 5 mil cabeças de gado.

Caso a determinação não for cumprida, deve ser expedido um mandado de interdição das áreas e de apreensão e remoção dos animais, a ser cumprido por oficiais de Justiça.

Em julho do ano passado, uma carga de madeira extraída ilegalmente da área do parque foi apreendida dentro da fazenda.

Denúncia do MPE
Numa ação, o MPE solicitou que todos os denunciados pelos crimes ambientais sejam condenados ao pagamento de indenização fixado no valor de R$ 7.779.729,55.

De acordo com o órgão, os responsáveis pela Fazenda Paredão 2 determinaram, entre abril e outubro de 2016, a supressão de 295,98 hectares de vegetação, sendo 1,87 hectares em área de preservação permanente.

Entre março a junho de 2017 foram verificadas a supressão de mais 240,22 hectares de vegetação em regeneração.

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