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04/08/2014
Museu de mamiferos aquaticos e novo espaco cientifico da Ilha do Marajo, no Para

A preservação de mamíferos aquáticos na Amazônia ganha um novo aliado no Pará. A Ilha do Marajó, principal ilha do maior arquipélago fluviomarinho do mundo, passa a contar com um centro de visitação do projeto Bicho d'Água. A iniciativa é voltada para preservação de mamíferos que vivem nos rios amazônicos, como o peixe-boi. E será um filhote da espécie marinha do peixe-boi, encontrado na região, o primeiro 'convidado' para alertar sobre a preservação dos animais da Amazônia.

O espaço Bicho d'Água é uma espécie de museu voltado para a disseminação de informações sobre educação ambiental e proteção da fauna local, como botos e peixes-bois. O local conta com uma área de exposição temática permanente, separado em oito alas: conservação socioambiental; pesca e mamíferos aquáticos; manguezais da Amazônia; pequenos cetáceos; boto-vermelho; boto-cinza; baleias; e peixe-boi.

Os visitantes também têm acesso a uma exposição sobre mamíferos aquáticos, com informações sobre pesca e cultura marajoara. O espaço terá uma sala multimídia voltada para a exibição de filmes e animações com temáticas ambientais, além de um local para contação de histórias.

Segundo a coordenadora do projeto, Renata Emin, o espaço Bicho d'Água também é uma opção para a comunidade acadêmica estagiar e manter intercâmbio com o projeto. "O espaço é uma oportunidade para aperfeiçoamento dos jovens estudantes tanto de ensino médio quanto universitários das instituições de ensino dos municípios Soure e Salvaterra", reforçou a coordenadora do projeto.

Como forma de gerar sustentabilidade financeira com as atividades do Bicho d'Água, está previsto no centro um local para venda de produtos confeccionados por comunidades da região. O projeto tem patrocínio da Petrobras e execução do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, vinculado ao Museu Paraense Emilio Goeldi.

Marajó

Acessível apenas de barco ou avião, e distante aproximadamente 90 quilômetros de Belém, a Ilha do Marajó é a mais famosa do arquipélago de mesmo nome, formado por 13 cidades e aproximadamente 3 mil ilhas. Com 49.602 metros quadrados, o arquipélago é dividido em Savana e Floresta Amazônica. Em Marajó pode-se presenciar a pororoca, formação de ondas causada pelo encontro de água fluvial (rio Amazonas) e marítimas (oceano Atlântico). As principais atrações da ilha são as praias Araruna, Pesqueiro e Praia Grande; Museu de Marajó e os eventos culturais, como o Festival de Quadrilhas e Festival de Nossa Senhora de Nazaré.

O maior arquipélago fluviomarinho do mundo está no mesmo bioma do maior arquipélago fluvial: Mariuá. Localizado no rio Negro, em Barcelos (no Amazonas), o arquipélago Mariuá é formado por cerca de 700 ilhas e inúmeras serras, como Aracá, onde está a cachoeira com maior queda livre do Brasil. O arquipélago tornou-se conhecido pelo comércio de peixes ornamentais e pela pesca esportiva de tucunaré. Abriga os parques Nacional do Jaú, Estadual do Araçá e a Área de Preservação Ambiental de Mariuá.

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