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01/09/2016
Na Amazonia, mais 125 tartarugas sao monitoradas pelo Instituto Mamiraua

O acompanhamento permite a comparação das variações na população de tartarugas ao longo do tempo

Pesquisadores incluíram 125 tartarugas da Amazônia no programa de monitoramento de quelônios do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os animais foram capturados durante expedição de campo realizada entre julho e agosto. Após a coleta de informações, as tartarugas foram devolvidas à natureza. Desde o início do monitoramento, há 20 anos, 6,5 mil animais já foram registrados.

Durante a expedição, os pesquisadores recapturaram uma fêmea de iaçá, registrada pela primeira vez há dois anos. A iaçá é uma espécie de tartaruga fluvial da região amazônica que está ameaçada de extinção. O casco do animal pode medir até 32 centímetros de comprimento.

Segundo os pesquisadores do Mamirauá, em 2014, esse animal media 17 cm e pesava 650 gramas. Em dois anos, a fêmea cresceu mais de 5 cm e ganhou 430g. Com os dados de recaptura, os pesquisadores conseguem avaliar as taxas de crescimento e o deslocamento dos animais.

"O fato de recapturarmos um animal no mesmo local indica que é uma área importante para o seu desenvolvimento", afirmou a pesquisadora Ana Júlia Lenz. Ela explicou que o monitoramento realizado pelo Mamirauá permite o acompanhamento e a comparação das variações na população de tartarugas ao longo do tempo na região.

Além disso, segundo Ana Júlia, os quelônios são um importante recurso alimentar para as populações ribeirinhas na Amazônia, e conhecer os parâmetros populacionais das espécies contribui para avaliar o impacto da exploração e elaborar estratégias de conservação das espécies.

Campo

A expedição de campo, realizada em oito pontos dos rios Solimões e Japurá e em lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, durou mais de 20 dias. O monitoramento é feito anualmente nessas áreas, onde há grande concentração dos animais no período de vazante dos rios.

Em campo, os pesquisadores registram as informações de cada animal, como peso e medidas, e fazem a coleta de sangue e de parasitas, como pequenas sanguessugas. A análise dessas amostras ajuda a avaliar a saúde dos animais e a identificar possíveis doenças. Após o procedimento, os animais recebem uma marca individual para identificá-los em caso de recaptura e são devolvidos ao mesmo local do encontro.

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