As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos.

G1 - http://g1.globo.com/
26/07/2018
Pesquisadores fazem imagens raras de orcas no Rio de Janeiro

Pesquisadores fazem imagens raras de orcas no Rio de Janeiro
26/07/2018 13h01

Por Yasmim Restum*, G1 Rio

Animais costumam nadar em águas frias. As duas fêmeas adultas mediam entre 4 e 5 metros de comprimento, segundo bióloga do projeto Ilhas do Rio.

Pesquisadores flagram duas Orcas perto das Ilhas Cagarras, em Ipanema
Imagens raríssimas de duas orcas fêmeas foram registradas, na terça-feira (24), no Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MoNa Cagarras), no Rio de Janeiro, por pesquisadores do projeto Ilhas do Rio.

Os animais tinham entre 4 e 5 metros de comprimento e aparecem nas águas da Cidade Maravilhosa esporadicamente, segundo a pesquisadora Liliane Lodi, bióloga do projeto especialista em mamíferos marinhos.

"O mar é a casa delas, mas foi sorte também. Os pesquisadores estão muito felizes porque não é algo comum"
"Esse registro foi importante porque sabemos muito pouco sobre esses animais. Isso reforça a importância de uma unidade de conservação, como o MoNa Cagarras, na costa do Rio, ainda mais por ser uma região de descanso para baleias e golfinhos durante suas rotas migratórias", explica Liliane.

Segundo a pesquisadora, costuma-se encontrar, com mais frequência, golfinhos-de-dentes-rugosos, golfinhos-flíper e beleias da espécie jubarte, que vêm, em época reprodutiva, para o sul da Bahia e norte do Espírito Santo, onde há águas mais quentes para terem seus filhotes.

A bióloga comentou também que, no Estado do Rio, orcas costumam ser vistas mais em Cabo Frio e Arraial do Cabo, onde as águas são mais frias.

As orcas são animais sociais, vivem em grupos e alimentam de peixes, tartarugas, mamíferos marinhos, com uma dieta muito variada. Vale lembrar também que orcas não são baleias, mas sim a maior espécie da família dos golfinhos, que acaba levando fama de baleia por ser um animal grande.

No entanto, a pesquisadora alerta que não é recomendado se aproximar delas nas águas, devido ao risco de acidentes.

"Não existem no mundo registro de orcas atacando seres humanos, mas caso alguém se depare com uma na água, não é aconselhável tentar aproximação, pois são animais de grande porte, curiosos, que podem causar algum tipo de acidente ao banhista", sugere Liliane.

O projeto Ilhas do Rio desenvolve pesquisas científicas, desde 2011, com o patrocínio da Petrobras, nas Ilhas Cagarras, que são a primeira Unidade de Conservação marinha de proteção integral no Rio.

*sob supervisão de Cristina Boeckel

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/07/26/pesquisadores-...